Por que a Igreja e a Bíblia condena acreditar em Signos?


Se você não é fã dos Cavaleiros do Zodíaco ou familiarizado com a cultura chinesa talvez a sua única experiência com os signos seja pelos horóscopos de jornais ou revistas. Quando alguém te diz que você pode ter certeza sobre o futuro surge a percepção de que vale a pena tentar, esta é umas das experiências mais comuns em um dia decisivo ou diante de opções difíceis da nossa vida.

A Bíblia reprova toda prática divinatória como a astrologia, adivinhação, agouro, cartomancia, tarot, necromancia e todo tipo de ocultismo, feitiçaria ou bruxaria (Deuteronômio 18,9-14; Isaías 8,19; Levítico 19,31; 20,6, 27; 2 Reis 21,6; Ezequiel 13,18; Malaquias 3,5). 

Deus proíbe Seus filhos praticarem ou consultarem qualquer atividade ocultista, de magia, adivinhação, consulta aos mortos ou astrologia (veja Deuteronômio 18,9-14; Isaías 8.19; Levítico 19,31; 20,6, 27; 2 Reis 21,6; Ezequiel 13,18; Malaquias 3,5).

Sempre recorremos àquela oração de súplica ao Senhor, mas parece-nos pouco. Inclusive, em alguns casos, devido ao cansaço de esperar aquela pessoa amada, podemos ceder à tentação de pedir uma ajudinha à “crença” do vizinho. E pensamos que não faz mal nenhum ter mais uma dica. Só pra ver se ele ou ela é a pessoa certa. Mas talvez Santo Antônio fique um pouco chateado com essa atitude. Para não citar o Senhor Jesus. Acho que não é uma boa ideia. Vejamos o que diz a Igreja Católica!

 

O Papa Francisco falando sobre a fé de Pedro quando estavam no mar da Galileia, nos ajuda a entender algo importante;

 

“Naquele momento a Pedro não foi suficiente a palavra segura de Jesus, que era como uma corda estendida na qual segurar-se para enfrentar as águas hostis e turbulentas. Isto pode acontecer também a nós. Quando não nos agarramos à palavra do Senhor, para ter mais segurança consultamos horóscopos e cartomantes, começamos a afundar”PAPA FRANCISCO, ANGELUS, 13/08/2017

Olha só, querendo mais seguranças terminamos rejeitando a nossa única certeza: a de que Deus nos ama. Podemos até mesmo começar a afundar na nossa vida porque estamos vivendo segundo outras crenças.

 

O nosso catecismo é bem claro ao dizer que:

“Todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente «reveladoras» do futuro (45). A consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenômenos de vidência, o recurso aos "médiuns", tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele” . (Catecismo da Igreja Católica, 2116)

 

Sendo assim acho que fica claro que não é uma boa ideia pedir que Deus nos ajude e ao mesmo tempo rejeitar a fé que Ele mesmo nos deu. É como pedir dinheiro para os teus pais e ao mesmo tempo desobedecê-los, ou sei lá, aparecer com uma nota baixa no boletim. Se você quer uma ajuda divina para estas coisas difíceis ou inseguranças faça o seguinte: reze com as palavras de São Tomé: "Meu Senhor e meu Deus!" (Jo 20, 28). A segurança que buscamos, só poderemos alcançar através da oração e da vida de fé que com as boas obras confia totalmente na bondade de Deus e na sua providência.

Querer conhecer o futuro é pretender ser igual a Deus – pretensão tão soberba quanto absurda. Devemos confiar nossa vida à Providência divina, confiar em Deus como o Pai que Ele é.

Mas a consulta aos horóscopos não deve ser rejeitada somente “porque a Igreja diz”: existem outros motivos.

Primeiramente, devemos dizer que a crença em horóscopos é perigosa; é quase como acreditar em outra religião. Existem pessoas que tentam nos fazer acreditar que não somos livres, mas que estamos determinados em tudo pelo nosso signo do zodíaco. Não seria a pessoa quem realiza sua própria vida, mas todo o seu agir estaria dirigido por uma força estranha proveniente das estrelas. 

Nada do que os horóscopos afirmam está cientificamente provado. O que dizem sobre os sagitarianos hoje, por exemplo, dirão sobre os piscianos amanhã. É triste o fato de que continuem escrevendo horóscopos; mas pior ainda é saber que existem pessoas que acreditam em tudo o que leem.

O que se pode fazer no campo da educação, particularmente na formação espiritual

É preciso instruir a inteligência e a consciência. O horóscopo é efeito da antiga astrologia, não da astrologia natural, que é mãe da astronomia; trata-se da astrologia judiciária, que se empenhava em descobrir a influência dos astros sobre o destino dos homens e das coisas. Neste sentido, é preciso situá-lo dentro do fenômeno mais amplo das “artes da adivinhação”, entre as quais a adivinhação do que ocorreria a cada hora tinha muito peso entre os persas e os egípcios (“oros-scopeo” significa “horas-olhar”). Os antigos astrólogos observavam o universo a cada hora, cada dia, cada período, esperando encontrar nisso desde a previsão do clima até as causas ou os avisos sobre os acontecimentos sociais, bélicos, religiosos ou sanitários.

Também é preciso analisar os traços históricos da astrologia e reconhecer seus efeitos na cultura. A astrologia judiciária se dividiu, às vezes, em vários setores: a mundial, que vê os processos na história e na política; a genética ou individual, para predizer os acontecimentos pessoais; a horária ou de consultório, que busca a resposta, mediante consulta, para perguntas concretas de pessoas interessadas.

É evidente que a predição prospectiva, a análise dos resultados que dependem de variáveis observáveis, mais do que adivinhação, é predição e previsão, com mais ou menos grau de probabilidade. Assim acontece com o tempo atmosférico ou com a evolução de uma doença. Mas a predição do que ocorre por causas livres é evidentemente um engano, uma predição jogando ao azar, ao cálculo de probabilidades, que é o que acontece nas casas lotéricas e na maior parte dos prognósticos humanos.

O diabo não busca outra coisa senão fechar e obstruir a estrada de nosso retorno a Deus

A astrologia pretende definir a vida humana a partir da posição ocupada pelos astros no dia do nascimento da pessoa. A astrologia e o horóscopo são cultivados desde remotas épocas antes de Cristo, ou seja, desde a civilização dos caldeus da Mesopotâmia, por volta de 2500 a.C.. Nessa época, os estudiosos pouco sabiam a respeito do sistema solar e dos astros em geral.

Segundo o grande mestre D. Estevão Bettencourt, tal “ciência” é falsa por diversos motivos:

1. Baseia-se na cosmologia geocêntrica de Ptolomeu; conta sete planetas apenas, entre os quais é enumerado o Sol;

2. A existência das casas do horóscopo ou dos compartimentos do zodíaco é algo de totalmente arbitrário e irreal;

3. Os astros existentes no cosmo são quase inumeráveis; conhece-se interferências deles no espaço que outrora se ignorava. É notório também o fato de que os astros modificam incessantemente a sua posição no espaço. Por que então a astrologia leva em conta a influência de uma constelação apenas?;

4. A astrologia incute uma mentalidade fatalista e alienante, que deve ser combatida, pois não corresponde aos genuínos conceitos de Deus e do homem. Registram-se erros flagrantes de astrólogos. (Revista PR, Nº 266 – Ano 1983 – Pág. 49).

Leia também: A Magia dos Horóscopos

Erros e perigos da Astrologia

Astrologia – horóscopo?

Signos do Zodíaco

Uma pesquisa realizada nos EUA mostra que seguir os horóscopos “pode fazer mal à saúde mental”. O estudo foi publicado na revista “Journal of Consumer Research” e descobriu que pessoas que leem o horóscopo diariamente são mais propensas a um comportamento impulsivo ou a serem mais tolerantes com seus “desvios” quando a previsão do zodíaco é negativa. Cientistas das universidades Johns Hopkins e da Carolina do Norte recrutaram 188 indivíduos, que leram um horóscopo desfavorável. Os resultados mostraram que para as pessoas que acreditam que podem mudar o seu destino, um horóscopo desfavorável aumentou a probabilidade de elas caírem em alguma “tentação”. “Acreditava-se que, para uma pessoa que julga poder mudar o seu destino, o horóscopo deveria fazê-la tentar modificar alguma coisa em seu futuro”, disseram os autores da pesquisa. No entanto, viu-se o oposto: aqueles que acreditam no horóscopo, quando veem que a previsão é negativa, acabam cedendo às suas “tentações”, levando-os a um comportamento impulsivo e, eventualmente, irresponsável. (Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/horoscopo-faz-mal-saude-mental-11063132)

Uma prova do erro da astrologia é a desigualdade de sortes de crianças nascidas no mesmo lugar e no mesmo instante, até mesmo dos gêmeos. Veja por exemplo caso de Esaú e Jacó (Gen 25). Se os astros regem a vida dos homens, como não a regem uniformemente nos casos citados? Quem conhece os gêmeos sabem muito bem disso.

Santo Agostinho, já no século IV, combatia veementemente as superstições e a astrologia. No seu livro ‘A doutrina cristã’ escreve: “Todo homem livre vai consultar os tais astrólogos, paga-lhes para sair escravo de Marte, de Vênus ou quiçá de outros astros”.

Querer predizer os costumes, os atos e os eventos baseando-se sobre esse tipo de observação, é grande erro e desvario. O cristão deve repudiar e fugir completamente das artes dessa superstição malsã e nociva, baseada sobre maléfico acordo entre homens e demônios. Essas artes não são notoriamente instituídas para o amor de Deus e do próximo; fundamentam-se no desejo privado dos bens temporais e arruínam assim o coração.

Em doutrinas desse gênero, portanto, deve-se temer e evitar a sociedade com os demônios que, juntamente com seu príncipe, o diabo, não buscam outra coisa senão fechar e obstruir a estrada de nosso retorno a Deus.

Assista também: O que a Igreja diz sobre pessoas que fazem adivinhações e magia?

“Os astrólogos dizem: a causa inevitável do pecado vem do céu; Saturno e Marte são os responsáveis. Assim isentam o homem de toda falta e atribuem as culpas ao Criador, àquele que rege os céus e os astros” (Confissões, I, IV, c. 3).

“Um astrólogo não pode ter o privilégio de se enganar sempre”, dizia o sarcástico Voltaire.

“O interesse pelo horóscopo como também por Tarô, I Ching, Numerologia, Cabala, jogo de búzios, cartas etc. é alimentado por mentalidade que se pode dizer “mágica”. Quem se entrega à prática de tais processos de adivinhação, de certo modo, acredita estar subordinado a forças cegas e misteriosas; o cliente de tais instâncias se amedronta e dobra diante de poderes fictícios – o que não é cristão” (D. Estevão).

São Tomás de Aquino, em sua obra “Exposição do Credo”, afirma que o demônio quer ser adorado, por isso se esconde atrás dos ídolos. E São Paulo diz que “as coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam aos demônios e não a Deus” (1 Cor 10,21). Então, é preciso cuidado para não prestar um culto que não seja a Deus.

 

Fonte: https://pt.aleteia.org/2014/09/07/um-cristao-acredita-em-horoscopo/

https://www.a12.com/jovensdemaria/artigos/crescendo-na-fe/o-que-a-igreja-diz-sobre-signos

 

 

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